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Escritores Brasileiros se Unem em Manifesto Contra Corte de Verbas na Cultura

Mais de 200 autores assinam documento exigindo recomposição orçamentária do Ministério da Cultura e criticam censura velada em editais.

Um grupo de mais de 200 escritores brasileiros lançou nesta segunda-feira um manifesto conjunto contra o contingenciamento de verbas federais para a cultura e contra o que chamam de ‘censura velada’ em editais literários. O documento, intitulado ‘Pela Literatura Viva’, cobra do governo a recomposição integral do orçamento do Ministério da Cultura para 2027 e critica cláusulas que, segundo os autores, favorecem obras alinhadas ideologicamente.

Entre os signatários estão nomes como Milton Hatoum, Conceição Evaristo, Jeferson Tenório e Itamar Vieira Junior. O manifesto foi organizado pela Associação Nacional de Escritores (ANE) e será entregue ao presidente da República e ao ministro da Cultura. ‘Não podemos aceitar que a literatura seja tratada como gasto supérfluo ou instrumento de propaganda’, afirmou Hatoum em nota.

O texto também denuncia a redução de recursos para bibliotecas públicas e programas de fomento à leitura, além da extinção de prêmios literários tradicionais. O escritor Jeferson Tenório lembrou que ‘sem investimento, a diversidade de vozes é sufocada’. O movimento ganhou repercussão nas redes sociais com a hashtag #LiteraturaViva, que já ultrapassou 2 milhões de menções.

Apesar da mobilização, o Ministério da Cultura ainda não se pronunciou oficialmente. A expectativa é que o manifesto seja debatido em audiência pública na Câmara dos Deputados na próxima semana.

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