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Escritores Brasileiros Lançam Manifesto em Defesa da Leitura e da Educação Pública

Coletivo de autores renomados critica cortes orçamentários e propõe criação de bibliotecas comunitárias em todo o país

Manifesto pela Leitura

Cerca de 50 escritores brasileiros, entre eles Milton Hatoum, Conceição Evaristo e Raphael Montes, lançaram nesta quarta-feira (15) o “Manifesto pela Leitura e Educação Pública”, documento que cobra do governo federal ações urgentes para frear a queda no índice de leitores no país. O manifesto será divulgado simultaneamente em livrarias de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador.

O texto critica os cortes orçamentários no Ministério da Educação e Cultura, que desde 2020 reduziram em 40% os recursos para aquisição de livros para escolas públicas. Os escritores propõem a criação de uma rede de bibliotecas comunitárias geridas por associações de bairro, além de incentivos fiscais para editoras que doarem livros a bibliotecas escolares.

“A leitura é a base da cidadania crítica. Sem livros, não há democracia”, afirma o trecho final do documento. O manifesto também sugere a inclusão de autores contemporâneos nos vestibulares e a ampliação do programa nacional do livro didático.

Uma das signatárias, a escritora Eliana Alves Cruz, destacou a importância de mobilizar a sociedade: “Não podemos aceitar que o livro seja artigo de luxo. A educação é direito de todos”. O grupo promete levar o manifesto ao Congresso Nacional e realizar um ato público na próxima semana em Brasília.

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