Bilionários Dobram Fortuna na Pandemia, Enquanto Pobreza Aumenta
Relatório da Oxfam revela que os 10 homens mais ricos do mundo viram suas riquezas saltarem US$ 540 bilhões desde 2020, enquanto 160 milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza.
Desigualdade Extrema
Um novo relatório da Oxfam, divulgado nesta segunda-feira, 13 de janeiro de 2025, mostra que a fortuna dos bilionários globais cresceu mais rapidamente durante a pandemia de Covid-19 do que na década anterior. Desde 2020, os 10 homens mais ricos do mundo, incluindo Elon Musk, Jeff Bezos e Bernard Arnault, viram suas riquezas combinadas aumentarem em impressionantes US$ 540 bilhões, saltando de US$ 700 bilhões para US$ 1,2 trilhão. Enquanto isso, a pobreza global aumentou pela primeira vez em 25 anos, com cerca de 160 milhões de pessoas caindo abaixo da linha da pobreza.
Lucros Recordes e Isenções Fiscais
O relatório destaca que os bilionários se beneficiaram de um mercado de ações em alta e de políticas governamentais que favoreceram os mais ricos. Muitos deles, como Mark Zuckerberg e Warren Buffett, pagaram taxas de impostos efetivas muito baixas, frequentemente inferiores a 5% de sua renda, graças a brechas legais e paraísos fiscais. A Oxfam propõe que os governos adotem um imposto progressivo sobre a riqueza, capaz de arrecadar US$ 1,2 trilhão por ano, suficiente para financiar vacinas, educação e combate às mudanças climáticas.
Resposta dos Bilionários
Enquanto alguns bilionários, como o fundador da Amazon, Jeff Bezos, e o magnata da Tesla, Elon Musk, investem em filantropia, críticos argumentam que tais ações são insuficientes diante da magnitude da crise. Musk, por exemplo, anunciou recentemente um fundo de US$ 100 milhões para energias renováveis, mas seus críticos apontam que isso representa apenas uma fração de sua fortuna pessoal, estimada em mais de US$ 200 bilhões. O debate sobre a concentração de riqueza e a necessidade de reformas tributárias continua a aquecer o discurso político global.



