Bilionários

Os Novos Endinheirados: Como a Pandemia Redesenhou o Mapa da Fortuna Global

A pandemia de COVID-19 acelerou a concentração de renda e criou um novo clube de bilionários, com fortunas disparando nos setores de tecnologia, saúde e logística.

Bilionários em alta

O número de bilionários no mundo cresceu 25% em 2021, segundo relatório da Forbes, com 660 novas pessoas entrando para o clube das fortunas de 10 dígitos. A pandemia não apenas deslocou a riqueza, mas também acelerou a concentração: os 10 mais ricos do mundo agora detêm US$ 1,5 trilhão, mais que o PIB de muitos países.

Setores que mais geraram bilionários

Os setores de tecnologia e saúde foram os maiores geradores de novos bilionários durante a pandemia. Empresas como Zoom, Peloton e Moderna viram suas ações disparar, criando fortunas expressivas para seus fundadores. O comércio eletrônico, com a Amazon e a Shopee, também contribuiu significativamente. No Brasil, o número de bilionários saltou de 55 para 70, impulsionado por IPOs e pelo boom das commodities.

Desigualdade e críticas

Enquanto os bilionários viram suas fortunas crescerem US$ 5 trilhões desde 2020, organizações como a Oxfam criticam o aumento da desigualdade. Mais de 100 milhões de pessoas foram empurradas para a extrema pobreza. Países como França e Reino Unido discutem novos impostos sobre grandes fortunas, mas a implementação enfrenta resistência política.

O perfil dos novos bilionários

A maioria dos novos bilionários são self-made, com idade média de 50 anos. Há um aumento significativo de mulheres e de representantes de países emergentes, como China, Índia e Brasil. O setor de criptomoedas também gerou novos bilionários, como Changpeng Zhao e Sam Bankman-Fried, este último envolvido em escândalos recentes.

Futuro da riqueza global

Especialistas preveem que a tendência de concentração de riqueza continuará, com a tecnologia sendo o principal motor. No entanto, a inflação e a guerra na Ucrânia podem trazer incertezas. A filantropia, como a promessa de Bill Gates e Warren Buffett, não é suficiente para reverter a desigualdade, segundo críticos.

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