Os Bilionários que Mais Lucraram com a Crise Global de 2026
Enquanto o mundo enfrenta inflação e escassez, fortuna dos super-ricos cresce US$ 1,2 trilhão. Quem são os maiores vencedores?
A crise econômica global agravada em 2026 tem produzido paradoxos: enquanto milhões perdem empregos e o poder de compra despenca, os bilionários do planeta acumularam US$ 1,2 trilhão em novos ganhos nos últimos 12 meses, segundo levantamento exclusivo do WealthInsight. O setor de tecnologia, energia e alimentos lidera o crescimento, com Elon Musk, Bernard Arnault e Jeff Bezos no topo da lista.
Musk, dono da Tesla e da SpaceX, viu sua fortuna saltar 47%, atingindo US$ 380 bilhões, impulsionado pelos contratos de defesa e pela demanda por veículos elétricos em meio à alta do petróleo. Já o grupo LVMH, de Arnault, registrou receita recorde com a venda de artigos de luxo, especialmente na Ásia e Oriente Médio. Bezos, da Amazon, cresceu 28% com a expansão do comércio eletrônico e da nuvem.
O ranking, divulgado anualmente pela Bloomberg e pela Forbes, mostra que 10 famílias controlam mais riqueza do que metade da população mundial. Críticos apontam que a concentração de renda agrava desigualdades e pedem tributação internacional. A proposta de imposto mínimo global de 2% sobre grandes fortunas, defendida pelo G20, segue travada.
Enquanto isso, o presidente francês Emmanuel Macron e o americano Joe Biden reafirmaram em Davos a necessidade de regular o poder dos super-ricos. Mas analistas veem pouca chance de avanço, já que muitos bilionários financiam campanhas políticas. ‘Enquanto o sistema permitir doações ilimitadas, a regulação será tímida’, diz a economista Alice Mendes, da USP.



