Bilionários

O Clube dos Trilhões: Bilionários Dobram Fortuna em Meio à Crise Global

Enquanto a economia mundial patina, os super-ricos veem seu patrimônio líquido atingir novo recorde histórico, impulsionado por tecnologia e commodities.

Bilionários nunca estiveram tão ricos

De acordo com o mais recente relatório da Forbes, divulgado em junho de 2026, o patrimônio combinado dos bilionários do planeta saltou para impressionantes US$ 14,2 trilhões, um aumento de 12% em relação ao ano anterior. O ranking é liderado por Bernard Arnault, da LVMH, com US$ 233 bilhões, seguido de perto por Elon Musk (US$ 221 bilhões) e Jeff Bezos (US$ 198 bilhões).

O crescimento foi puxado principalmente pelo boom da inteligência artificial, que elevou as ações de gigantes da tecnologia como Nvidia, Apple e Microsoft. No setor de commodities, a alta do petróleo e dos minerais críticos também beneficiou bilionários russos e brasileiros. No Brasil, Eduardo Sirotsky Melzer e Abilio Diniz figuram entre os que mais ganharam, impulsionados pela valorização do agronegócio e do varejo.

Enquanto isso, críticos apontam que a concentração de riqueza agrava a desigualdade global. O economista Thomas Piketty alerta que, sem políticas de taxação progressiva, a distância entre os super-ricos e o restante da população continuará a crescer. O Fórum Econômico Mundial já incluiu o tema na pauta de seu próximo encontro em Davos.

A lista completa dos 500 maiores bilionários foi publicada pela Forbes, com destaque para a participação chinesa, que perdeu representantes devido à crise imobiliária no país. Apesar disso, o número total de bilionários no mundo subiu para 2.780, um recorde absoluto.

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