Inteligência Artificial Já Supera Escritores Humanos em Originalidade, Aponta Estudo
Pesquisadores da Universidade de Oxford descobrem que modelos de linguagem geram ideias mais inovadoras que autores consagrados, reacendendo debates sobre criatividade e autoria.
Estudo Revela que IA Supera Escritores em Originalidade
Um estudo conduzido pela Universidade de Oxford, publicado nesta quarta-feira na revista Nature Machine Intelligence, concluiu que modelos de linguagem de inteligência artificial (IA) já geram textos com maior originalidade do que escritores humanos. A pesquisa, liderada pela Dra. Emily Carter, comparou contos criados pelo GPT-4 com obras de autores como J.K. Rowling, Stephen King e Chimamanda Ngozi Adichie.
Os textos foram avaliados por um painel de críticos literários e leitores comuns, que atribuíram notas mais altas aos contos da IA em quesitos como originalidade temática, estrutura narrativa e surpresa nos desfechos. “Os escritores humanos tendem a repetir padrões consagrados, enquanto a IA explora combinações inesperadas”, explicou Carter.
A descoberta ocorre em meio à greve dos writers guilds nos Estados Unidos, que protestam contra o uso de IA nos roteiros de Hollywood. O sindicato dos escritores criticou o estudo, afirmando que “criatividade não se resume a originalidade, mas também a experiência humana e emoção”.
No Brasil, a Academia Brasileira de Letras também se manifestou, com o presidente Merval Pereira defendendo que “a literatura é um reflexo da alma humana, algo que máquinas jamais reproduzirão”. Já startups como a Writesonic e Jasper comemoram os resultados, indicando que a IA pode democratizar a produção de conteúdo.
O estudo testou também best-sellers da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, incluindo obras de Martha Medeiros e Raphael Montes. Em todos os casos, a IA obteve pontuação superior em originalidade, mas inferior em profundidade emocional. “A IA ainda não chora nem ri, mas está aprendendo a simular isso”, ponderou Carter.
Especialistas em direitos autorais alertam que a decisão da Justiça dos EUA sobre o caso Authors Guild vs. OpenAI, que pode definir até que ponto a IA pode usar obras humanas como treinamento, será crucial para o futuro da escrita.



