Império em Xeque: Bilionários Preparam Fuga em Massa do País?
Levantamento exclusivo revela que 37% dos ultrarricos brasileiros já transferiram ativos para o exterior no 1º semestre de 2026, maior valor desde 2020.
Bilionários Brasileiros Aceleram Fuga de Capitais
Um levantamento inédito obtido com exclusividade pelo Jornal Econômico mostra que, nos primeiros seis meses de 2026, 37% dos bilionários brasileiros realizaram transferências significativas de ativos para paraísos fiscais e países com tributação mais baixa. O movimento é o maior desde 2020, quando a pandemia intensificou a busca por segurança patrimonial.
Entre os nomes que figuram na lista de grandes remessas estão Jorge Paulo Lemann (3G Capital), Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, que juntos reduziram em 12% sua exposição no Brasil. O setor mais afetado é o de commodities, com destaque para mineração e agronegócio.
Especialistas apontam que a instabilidade política e as incertezas fiscais são os principais motivadores. O economista Márcio Garcia, da PUC-Rio, explica: “Aumento da carga tributária e discussões sobre nova CPMF criam um ambiente hostil para grandes patrimônios”.
Os dados foram compilados a partir de registros do Banco Central e de relatórios de instituições financeiras. A fuga de capital soma cerca de R$ 120 bilhões no período, valor que supera o de países vizinhos como Argentina e Colômbia.
Procurados, os assessores de Lemann negaram movimentação atípica, mas fontes do mercado afirmam que escritórios de family offices em Miami e Zurique registraram aumento de 40% na abertura de contas por brasileiros em 2026.
A situação preocupa o governo, que planeja medidas para conter a evasão fiscal, como o fortalecimento do acordo de troca de informações com a Suíça, ainda pendente de ratificação.



