Império em Crise: Bilionários Perdem US$ 400 Bilhões em Queda Histórica
Mercados globais derretem e patrimônio dos super-ricos despenca em meio a temores de recessão e guerra comercial
O colapso repentino
Nas últimas 48 horas, os bilionários do mundo viram seus patrimônios encolherem em ritmo alarmante. De acordo com o Índice de Bilionários Bloomberg, as 500 maiores fortunas do planeta perderam coletivamente mais de US$ 400 bilhões, a maior queda percentual desde o crash da Covid-19 em março de 2020. O gatilho: temores de uma recessão global iminente, agravados por tarifas comerciais recíprocas entre Estados Unidos e China.
Elon Musk, o homem mais rico do mundo, viu sua fortuna cair US$ 25 bilhões em um único dia, puxada pela desvalorização das ações da Tesla e da SpaceX. Jeff Bezos, fundador da Amazon, perdeu US$ 18 bilhões, enquanto Bernard Arnault, da LVMH, amargou uma redução de US$ 15 bilhões. O setor de tecnologia foi o mais afetado, com queda de 5% no índice Nasdaq.
Ondas de choque globais
Na Europa, as bolsas despencaram: o DAX alemão caiu 4,2%, o CAC 40 francês recuou 3,8% e o FTSE 100 britânico perdeu 3,5%. Na Ásia, o Nikkei japonês teve sua pior semana em dois anos, com queda de 6%. O petróleo tipo Brent fechou abaixo de US$ 70 o barril, e o ouro, tradicional porto seguro, subiu 2,5%.
A crise reacendeu o debate sobre a desigualdade global. O bilionário sul-africano Elon Musk foi às redes sociais criticar as políticas comerciais, enquanto o investidor Warren Buffett manteve silêncio. Enquanto isso, governos anunciam medidas de estímulo. O Federal Reserve dos EUA sinalizou um corte de juros de 0,5 ponto percentual para a próxima reunião.
Especialistas apontam que a recuperação pode ser longa, com a guerra comercial e a inflação persistentes corroendo o poder de compra e os investimentos. Para os bilionários, o caminho de volta ao pico dos US$ 12 trilhões acumulados pode levar anos.



