Bilionários perdem US$ 367 bilhões em pior mês desde 2022
Índice Bloomberg de bilionários caiu 8,7% em maio, maior perda mensal em dois anos, com destaque para queda de Elon Musk e Jeff Bezos.
Bilionários enfrentam maio sangrento
O primeiro semestre de 2026 termina com um alerta para as maiores fortunas do mundo. O Índice Bloomberg Billionaires Index registrou em maio uma queda de 8,7%, a maior perda mensal desde setembro de 2022, eliminando US$ 367 bilhões do patrimônio conjunto dos super-ricos. O tombo foi puxado pelo desempenho negativo das ações de tecnologia, setor que concentra grande parte das maiores riquezas.
Elon Musk, fundador da Tesla e da SpaceX, viu sua fortuna encolher US$ 21 bilhões no mês, reflexo da queda de 15% nas ações da montadora. Jeff Bezos, da Amazon, perdeu US$ 18 bilhões, enquanto Bernard Arnault, da LVMH, teve redução de US$ 14 bilhões em seu patrimônio. O mercado de luxo também foi afetado pela desaceleração econômica na China.
A Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) e o Nasdaq registraram quedas significativas, com o índice tecnológico caindo 6% em maio. O Federal Reserve (Fed) manteve a taxa de juros em 5,5%, mas sinalizou que pode elevar os juros novamente, pressionando as avaliações de empresas de crescimento.
Na Europa, o Stoxx 600 caiu 4,2%, enquanto na Ásia, o Nikkei japonês perdeu 5,8%. Apenas o Brasil e a Índia tiveram desempenho positivo, com alta de 1,2% e 0,8%, respectivamente.
Apesar do tombo, o patrimônio combinado dos 500 bilionários monitorados ainda soma US$ 8,3 trilhões, bem acima dos US$ 5 trilhões de 2020. Especialistas alertam que a concentração de riqueza em tecnologia e ativos de risco torna as fortunas vulneráveis a correções bruscas.



