Bilionários em Fuga: A Nova Diáspora da Riqueza Global
Cresce o número de super-ricos que mudam de país para escapar de impostos e instabilidade política; EUA e Suíça perdem espaço para Dubai e Singapura.
O êxodo dos bilionários
Em 2025, o número de bilionários que mudaram de residência fiscal bateu recorde, segundo relatório da consultoria New World Wealth. Foram 1.200 indivíduos com patrimônio acima de US$ 1 bilhão que deixaram seus países de origem, um aumento de 30% em relação ao ano anterior.
Os principais destinos foram Dubai, Singapura, Suíça e Mônaco. Já os países que mais perderam bilionários foram Estados Unidos, China, Rússia e Brasil. Entre os motivos estão a elevação de impostos sobre grandes fortunas, instabilidade política e regulatória, e a busca por qualidade de vida.
Brasil perde 12 bilionários
O Brasil registrou a saída de 12 bilionários em 2025, incluindo nomes como Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles, que já haviam transferido residência para a Suíça. O país também viu a saída de Joseph Safra, cuja família mudou-se para Londres.
Especialistas apontam que a reforma tributária e a instabilidade econômica aceleraram o processo. “O Brasil está perdendo capital humano e financeiro”, afirma Ricardo Coelho, economista do FGV.
Para onde vão?
Dubai tornou-se o destino favorito, com 200 bilionários chegando em 2025. O emirado oferece zero imposto de renda e um ambiente de negócios desburocratizado. Singapura atraiu 150, enquanto Suíça e Mônaco receberam 100 cada.
“Esses lugares oferecem estabilidade e vantagens fiscais que os países de origem não conseguem mais proporcionar”, diz Andrew Amoils, analista da New World Wealth.
Impactos globais
A fuga de bilionários tem consequências econômicas significativas. Países perdem arrecadação e investimentos. Por outro lado, os destinos ganham influxo de capital e consumo de luxo.
A tendência deve continuar em 2026, com mais movimentações previstas antes de novas leis tributárias nos EUA e na Europa.



