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Bilionários brasileiros perdem fortuna com crise e mercado volátil

Levantamento mostra que patrimônio dos 50 maiores bilionários do Brasil encolheu 12% em 2026, com destaque para perdas no setor de commodities e tecnologia

Queda histórica no patrimônio dos super-ricos

O Brasil viu o patrimônio combinado de seus 50 maiores bilionários encolher 12% nos primeiros seis meses de 2026, segundo relatório da consultoria Wealth-X. O tombo é o maior desde a crise de 2020 e reflete a volatilidade dos mercados globais, a desaceleração da economia chinesa e as incertezas políticas internas.

Setores mais afetados

Os maiores prejuízos estão concentrados nos setores de commodities e tecnologia. O minério de ferro, principal produto de exportação do país, sofreu queda de 15% no preço, impactando diretamente o patrimônio de Milton de Oliveira, da Vale do Rio Doce, que perdeu US$ 2,3 bilhões. Já no setor tecnológico, o fundador do Banco Digital Nuvem, Gabriel Andrade, viu suas ações despencarem 23% com a crise das fintechs.

Lista dos 5 maiores bilionários brasileiros em junho de 2026

  1. Milton de Oliveira (Vale) – US$ 18,2 bilhões (perda de US$ 2,3 bi)
  2. Gabriel Andrade (Nuvem) – US$ 14,1 bilhões (perda de US$ 4,2 bi)
  3. Roberto Marinho Neto (Globo) – US$ 11,5 bilhões (estável)
  4. Luiza Trajano (Magalu) – US$ 9,8 bilhões (perda de US$ 1,1 bi)
  5. Jorge Paulo Lemann (3G Capital) – US$ 8,7 bilhões (perda de US$ 0,5 bi)

Efeito China e juros americanos

A desaceleração da economia chinesa, que reduziu a demanda por minério de ferro e soja, foi apontada como um dos principais fatores. Além disso, a alta dos juros nos Estados Unidos está desestimulando investimentos em mercados emergentes, como o Brasil. O índice Ibovespa caiu 8% no período, e o dólar subiu 5%, corroendo o valor em reais dos ativos internacionais.

Reação dos bilionários

Em nota, a assessoria de Milton de Oliveira afirmou que ele está “reavaliando investimentos” e mantém confiança na recuperação do mercado de minério. Já Gabriel Andrade anunciou um plano de reestruturação que inclui demissões e foco em rentabilidade.

Perspectivas

Analistas preveem que o segundo semestre pode ser ainda mais desafiador, com possibilidade de novas quedas nos preços das commodities. O cenário eleitoral brasileiro também adiciona incertezas, já que as eleições de 2026 podem trazer mudanças na política econômica.

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