A Desigualdade Recorde: Bilionários Dobram Fortuna em Meio à Crise Global
Relatório da Oxfam aponta que 1% mais rico acumulou US$ 42 trilhões; pandemia e guerra aceleram concentração de riqueza
Bilionários acumulam riqueza recorde
Enquanto a crise do custo de vida atinge bilhões, os bilionários do mundo viram suas fortunas crescerem US$ 2,7 bilhões por dia em 2025, segundo novo relatório da Oxfam. O estudo, divulgado durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, revela que o 1% mais rico da população global agora detém 63% de toda a riqueza nova gerada desde 2020.
Quem são os maiores beneficiados?
Elon Musk, Bernard Arnault e Jeff Bezos lideram o ranking, com fortunas que ultrapassam o PIB de países como Chile e Portugal. A pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia, segundo analistas, criaram oportunidades para setores como tecnologia, energia e alimentos. Enquanto isso, 1,7 bilhão de trabalhadores vivem em países onde a inflação supera os salários.
Impactos e críticas
Organizações como a Oxfam pedem taxação global de grandes fortunas, proposta que ganhou apoio em reuniões do G20. O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou a concentração de riqueza como ‘moralmente indefensável’ e pediu ação coordenada. No Brasil, o presidente Lula defendeu imposto sobre super-ricos durante discurso na Assembleia Geral da ONU.
Dados alarmantes
O relatório mostra que, desde 2020, os bilionários aumentaram sua riqueza em 50%, enquanto 99% da humanidade perdeu poder de compra. A fortuna combinada dos bilionários, que era de US$ 8 trilhões em 2020, saltou para US$ 16 trilhões. Sete em cada dez pessoas vivem em países onde a desigualdade aumentou.



